Bahia: rallye dos sertões “for all”

Então, então… não aguento mais entrar nesse blog (acho que sou apenas eu que entro) e ver a mesma história inacabada, pois bem, espero conseguir fazer agora um resumãoo e finalizar de uma vez.

ô vida ruim

ô vida ruim

2º Dia

Após acordarmos um pouco cansados, eu um pouco ressacado, olhamos no relógio e eram 15 para as 10:00, iriamos perder o café da manhã, corre! Conseguimos chegar a tempo para fazer um desjejum decente. Após o super café da manhã da pousada e um bom banho estamos prontos para as aventuras do dia, tinhamos decidido alugar um carro e encarar as áreas mais isoladas de Arraial, antes de sair trocamos uma idéia com o Sr. Ricardo da pousada para saber quais lugares ele recomendava que fossemos. Com a chave na mão e loucos de vontade para pegar um pouco do sol baiano (ainda estava chuviscando um pouco no centro), tocamos o pé na estrada, não sei antes abastecer o carro e pegar a gasolina mais cara que eu já vi, R$ 2,90 o litro! Percorremos alguns quilômetros de asfalto até chegar na estrada com destino a praia do Taípe (pra mim a mais bonita), foram sofridos quilômetros em estrada de barro, com muitos burucos e armadilhas, ainda mais que havia chovido bastante no dia anterior (a primeira chuva do ano disseram os populares para nós depois, sortudos hein?), mesmo com todos os obstáculos conseguimos chegar na praia inteiros, o carro também. O visual compensava todo o martírio, os olhos ficavam um pouco perdidos, deslumbrados com todas aquelas cores, água cristalina, céu azul, aquela areia branquinha e sol, muito sol. A praia estava bem deserta quem mais enfrentaria aquela estrada? era praticamente nossa.

Cores de Taípe

Cores de Taípe

Fomos logo tomar uma água de cocô e conhecemos uma figura muito legal, um homem que mora ali mesmo e tira todo seu sustento da sua “terra”, me contou ele que os irmãos eram donos de terras vizinhas, mas venderem, segundo ele ainda vão se arrepender de ter feito tal negócio, nosso amigo estava um pouco anestesiado, talvez sem dúvida tenha fumado um cigarrinho de marca ruim, se é que você me entende, mas tudo bem, cada um na sua.

Depois de muito descanso, sol (o mais forte que já experimentei por sinal), sombra e água fresca, era hora de conhecer novos lugares, fomos em direção as praias de trancoso/nativos/coqueiros, já era meio tarde, tinhamos “perdido” muito tempo em taípe, então fomos apenas para conhecer mesmo. Em nativos, você precisa atravesar um mangue cheio de carangueijos para chegar a praia, claro que por uma passarela, nunca tinha visto um mangue antes, o cheiro não é muito bom, mas mesmo assim é interessante, lembrei daquele cara da novela que tinha um diabinho, lembra? O zé galinha, pensei nessa gente que vive dos carangueijos do mangue, não deve ser nada fácil.

Equipe de Rallye

Equipe de Rallye

Já cansados e decididos a voltar para o centro e provar uns acarajés, fizemos o caminho de volta, dessa vez pegamos só asfalto, um alívio para o motorista (eu) que já estava um pouco traumatizado com a experiência anterior. O caminho de volta nos presenteou com bonitas paisagens de campos, misturados com o pôr do sol e alguns montes, como nosso carro não tinha som, vinhamos cantando no caminho músicas aleatórias, cena de cinema, foi bem legal, incrível como coisas simples podem te deixar tão bem.

Provando o famoso acarajé

Provando o famoso acarajé

De volta ao centro,  fomos direto a caça dos famosos acarajés, haviam apenas duas senhoras que faziam no centro, e no dia anterior elas não trabalharam porque estava chovendo considerávelmente, e oras, elas são baianas… Fizemos amizade com a baiana dona da barraca que estava funcionando, muito simpática ela. Pedimos apenas 1 para provar, e na primeira mordida que dei, já pedi mais um pra mim e deixei o outro para a Amanda. Adorei o acarajé, de lambuja comprei algumas cocadas baianas para trazer para a minha mãe, a cocada deles é diferente, é bem mole, mas é muito gostosa, como a minha mãe adora côco, não poderia trazer nada melhor pra ela.

Era hora de descansar um pouco, tomar um bom banho e se preparar para a noite. Conversamos com uma funcionária da pousada muito gente boa, a Poca, para saber o que ia rolar no Arraial (já estavamos decididos a ir para Porto Seguro porque pensamos que não haveria nada demais por ali), descobrimos que haveria dois forrós naquela noite, fomos nos dois, o primeiro eu fugi um pouco porque não sou bom dançarino e não tava muito a vontade lá sozinho vendo a Amanda dançar (confesso que fiquei com um pouquinho de ciúmes, é… ciúmes) e decidi ir pro meu refúgio cultural, o Girassol. Lá estava rolando um MPB de primeira, conheci umas figuras carimbadas do Arraial acompanhado de algumas heinekens, até que a Amanda veio me chamar pra ir com ela pro outro Forró, ela e umas garotas que ela  fez amizade, que por sinal estavam no mesma pousada que nós e achavamos que elas eram um casal, depois descobrimos que eram irmãs (Wanessa e Renata), e elas em contra partida também acharam que éramos um casal, quem não acharia? No segundo forró foi legal, arrisquei uns passos com as meninas, tomei mais umas e acabei falando coisas que não devia pra Renata, que controu pra Amanda e ela ficou meia grilada comigo, fui pro bar do forró e acabei conhecendo um cara chamado Philip, um inglês que escreve pra uma revista que eu não consigo lembrar o nome, ficamos trocando idéias até tarde e vi o dia nascer na praia do mucugê.

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