Annum Faustum

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olá!

então, mais um ano terminando, outro chegando e assim segue a vida.

é muito comum fazermos o balanço anual e tentar mensurar as nossas atitudes, nossos aprendizados, enfim, tudo que fez parte do ano que se passou. eu felizmente posso dizer que foi um ano díficil, mas de muitas conquistas e aprendizados, e no fim das contas, resultados totalmente positivos e satisfatórios. terminei a faculdade, fiz novos amigos, me apaixonei, aprendi muita coisa, abri minha mente pra outras possibilidades e tudo que foi agregado neste ano, com certeza fará uma enorme diferença no ano que está por vim, tem tudo pra ser um ano espetacular, muitas mudanças devem ocorrer, e isso é muito bom.

penso que o poema a seguir combine exatamente com esse momento:

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

(Pablo Neruda)

Feliz ano novo!

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